Eu sei

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Essa ideia de se apaixonar diversas vezes intriga-me duma forma chocante. É uma confusa idéia de não aceitar o aceitável. Talvez seja apenas medo de se desprender do passado ou simplesmente, manter sua liberdade. Erroneamente estonteante. Diversificada, aparece, sorri, diz milhares de frases marcantes. Encanta-me. Fala ao pé do ouvido coisas que gostaria de ouvir. Apaixonante. Irradia felicidade. Sinto-me um copo cheio numa mesa vazia. Penso: quanto tempo isso irá durar desta vez? Penso e até trepenso, deixo pra lá. Desvendar teus segredos é mais prazeroso. Difícil agora ir dormir sem pensar nessas palavras. Tento dormir para sonhar com tudo isto e desejar que realmente seja um sonho e que não acabe, por favor. Amém.

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Dentro do previsto

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Vezenquando ficas quieto demais, sem pronunciar uma palavra sequer. Sinto que já se acostumou com tudo isso e não liga mais para este papo de que estar sozinho é ruim. Ele nem liga mais, nem pensa mais também. Parou de pensar na solidão há tempos, desde que começou a perder cabelo e ganhar peso. Tirou do bolso velhos papéis, que pra si não significavam nada mais de que antigas lembranças das quais não lhe diziam mais respeito. – Devia ter se empenhado mais, gritou uma voz dentro de si. Uma voz estridente, mas ao mesmo tempo branda, como de quem já aprendeu dezenas de lições com os tombos da vida e está pronto para aprender algo de novo, não doloroso, apenas novo. Que o novo entre e faça morada nos diversos cômodos de seu templo. Que deixe tal beleza transparecer em todos os espelhos, principalmente o espelho da alma. – Devia ter jogado fora aquelas velhas fotos. Penou por um breve instante. Devia mesmo! Penou um pouco mais. Pensou menos e abriu uma long de cerveja, acendeu um cigarro e viu que tudo aquilo era muito pesado para poder suportar. Certas dores doem mais que qualquer corte. Pensou um pouco mais, pegando um livro de Charles Bukowski na estante e começou a folhear aos pouco e começou a pegar naquele velho bêbado e promíscuo, razões para seguir em frente. 

 – Pô, se até um velho fodido, que nem Bukowski conseguiu seguir em frente, por que não eu? Pensou, repensou, trepensou e acendeu outro cigarro e abriu mais uma cerveja. 

“(In) felizmente, ela se tornou igual todas as outras.

Com aquelas velhas e cafonas manias.

Não importava se eu não me importaria tanto assim com essas coisas cafonas.

Eu não me importara mais com nada, muito menos com ela e com essas velhas manias.”

Às vezes dizer “pra sempre” é bem menos do que sentir na carne querer de verdade e foi com esta frase dum pensador moderno, que abri outra cerveja, acendi outro cigarro, sim, voltara ao velho hábito de querer me foder um pouco mais. Se a vida não é isso o que talvez fosse?

Um amor? Um trago? Um estrago? Um final de semana perdido? Uma mensagem não respondida? 

É complicado.

O Descaso faz o acaso!

Historietas de um velho-jovem à beira da loucura

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Claro que certo dia iria parar de rezar, assim bem como pararia de tentar criar algo que durasse mais de uma noitada. E para ser sincero, estava começando a acreditar em histórias de velhas com gatos e garrafas jogados pelo apartamento. E até que fazia-me um pouco de sentido. Recorro a escrita, pois sempre foi mais fácil que lidar com uma mulher, infelizmente o fim é o mesmo: NUMA SARJETA. Sem grana e fodido da vida. Sem expectativas e esperanças. Creio que as coisas acontecem quando chega a hora, mas dai você pensa, estou com quase 30 anos, quando meu momento irá chegar? De tanto pensar nisso, fiquei careca e os poucos cabelos que me restam estão ficando grisalhos. Penso até em voltar aos velhos vícios. É aquele velho papo: Malandro nunca para… dá um tempo. E estou pensando nisso, dar um tempo disso tudo. Dessa sobrecarga psíquica. Certas coisas fazem mais mal do que qualquer droga ou bebida. Estar fodido nunca é uma opção, leva um certo tempo. O foda é quando já se passou muito tempo e mesmo assim você ainda continua fodido.

Igaratá

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Naquela sua indecisão, encontrarás todas as respostas. Talvez este seja o motivo de permanecer estático por tanto tempo, frente aquele quadro coberto de pó. O tempo que ficou ali, o fez reviver fantasmas do passado. Por muito tempo, os viveu como se fossem vivos, mas não eram. Deixo-te aqui, agora, para poder partir em paz. Não, isto não é uma carta de despedida, um adeus ou até logo, só quero que saibas, que tudo aqui não te mais o devido sentido que tiveras há tempos atrás. Não guardo-te mágoas ou algum tipo de receio, pelo contrário, fez-me ser quem hoje eu sou. Me ensinastes mais do que qualquer escola pudera me ensinar um dia. Não tenho mais medo do escuro, muito menos de me foder outra vez mais. Sei que por aqui, as coisas andam mais brandas, muito calmas, por sinal. Eu te juro, não me peça desculpas ou me fale qualquer palavra de consolo. Não estou aqui para relembrar coisas errôneas. Passou, deixa pra lá.
O maior erro é tentarmos reviver as coisas, por mais que as coisas pareçam certas, mas não são. Olha como está aqui agora. Se sente feliz? Está feliz consigo mesmo? Faça essa pergunta sete vezes frente ao espelho e veja se consegue mentir pelo menos uma vez. Não ache errado sentir, chorar e querer se desligar do mundo. Não é errado. Nunca será. Tudo isso aqui é mundano. Dói mesmo, sabe? Não te prometo nada. Até porque, sei que não irei cumpri-las. Da última vez foi a mesma coisa e olha como estou. Se estou bem? Tirando a enxaqueca e a falta de grana, estou levando a vida da melhor forma possível. Deixei aquelas velhas coisas mundanas de lado. Parei de me drogar, de fumar que nem um louco e de beber como se o amanhã nunca fosse vir. As noitadas que passei acordado, remoendo tudo, não me fazem feliz. 24/48 e a brisa nunca passava. Eu pensando constantemente que fosse morrer, mas a linha branca nunca se afastava. Cada vez que eu negava uma, duas apareciam. Eu nunca negava duas vezes. Este foi o meu maior erro. Deveria ter negado três, quatro e quem sabe a quinta vez, mas não, sempre me entregava. Hoje percebo o quão tolo fui. Mas enfim aprendi e posso viver em paz. Hoje, minha mente está tranquila, sabe? Posso respirar um ar puro. Quem sabe encontrar um novo amor. Talvez num show daquela banda. Sim, aquela que costumávamos ir e bater cartão. Cantar à plenos pulmões. Não mais. Aquela banda, hoje em dia, nem me faz tanto sentido assim. Nem você me faz tanto sentido assim. Desculpa, passei dessa fase. Não me arrependo de nada, mas também não voltaria atrás. Cansa correr atrás do vento… Nem os antigos, hoje em dia falsos amigos me fazem tanto sentido. É, uma hora a gente cai na real e aprende que a vida é muito mais que bater em ponta de faca.
De dentro pra fora. Hoje eu percebo que aprendi tanto. Cresci tanto.
Hoje eu quero mais. Bem mais de mim e nada de ti.
As rosas, não, nem existem mais. Assim como as coisas aqui dentro não existem mais. Tudo é tão vago, mas ao mesmo tempo tão cheio de vivacidade quando aprendemos que existem outras mil pessoas lá fora e você se deixa levar por apenas uma. Hoje eu escrevi uma carta, mas não uma carta de despedida ou coisa do tipo. Soaria tão clichê algo assim. Escrevi uma carta com recomendações aqueles que um dia passarem por o que um dia eu passei. Caso passe ou esteja passando, escreva-me, lhe enviarei no mesmo momento sem hesitar. Sei como é a sensação e jamais ousaria caçoar disto, pelo contrário. A vida é isso, pena que eu demorei tanto tempo para aprender. Espero que um dia você também aprenda.

Talvez hoje

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Hoje, é, talvez hoje seja o dia de aceitar todas aquelas mudanças. Abrir a janela e deixar o vento correr um pouco pelo quarto. Talvez hoje. Talvez eu desça ao parque para brincar com as crianças ou quem sabe jogar comida aos patos. Talvez hoje. Hoje,talvez meu humor varie um pouco e você vá embora sem sequer se despedir. Em contrapartida eu não irei ligar, até por que já liguei demais. Já me importei demais. E às vezes, meu caro, às vezes tudo isso cansa. Talvez hoje. Hoje eu me peguei pensando em certas coisas, e comecei a sentir náuseas. Parei por um instante,comecei a pensar em coisas boas e tudo se esvaiu de minha mente, como se nada daquilo tivesse acontecido. Talvez hoje. Talvez num certo dia, de uma certa semana, de um certo ano, você olhe para trás e pense em tudo o que aconteceu ou não, nem pense em nada. Talvez já tenha esquecido de tudo. Talvez hoje. Hoje é um daqueles dias em que eu nem sequer pensaria em sair do quarto, apesar que abri a janela e deixei o sol adentrar meu quarto, para dar, por assim dizer um pouco de vida, naquele quadrado acinzentado. Talvez Hoje. Talvez eu leia um livro ou coloque um CD antigo para ouvir, mas só talvez. Nem sei ao certo se quero ouvir ou ler, ler ou ouvir. Talvez eu nem queira nada.Talvez Eu nunca tenha pensado em querer algo ou se pensei pfff já passou. Talvez Hoje. Talvez amanhã, depois de amanhã ou quem sabe daqui um mês ou um ano. Quase uma década passou e cá estou, escrevendo linhas que dizem mais ao meu respeito do que eu próprio. O word se tornou meu melhor amigo. Já que me desfiz dos meus outros dois melhores amigos. Isso me faz crer que: Nada é para sempre, nem as amizades. Talvez o sino toque. Talvez o telefone toque. Talvez o celular toque ou talvez nada toque e eu continue aqui, pensando como terminar uma bela estrofe. Talvez hoje. Hoje choveu praticamente o dia inteiro, o que não me fez levantar da cama. Ando sonhando acordado. Ando dormindo tão pouco. Sonhado tão pouco. Amado tão pouco. Tudo tão pouco e deixado para depois. São nestes belos e trágicos momentos que pego-me a pensar… AH, deixa pra lá. Essa tragicomédia é tão linda e ao mesmo tempo dolorosa, que até acostumei ou talvez não. Talvez hoje. Talvez hoje, antes de dormir eu pense em você. Sabe, vezenquando eu penso em você antes de dormir e até me escapa um sorrisinho besta. Sabe, talvez num dia destes de calor, eu vá andando por ai sem nenhuma direção e me perca, mas perder-se também é caminho e quem sabe numa dessas eu não me encontre. Vivi perdido entre cigarros e os copos de cachaça, é fato, pois também é fato que tudo muda. Veja só meu caro, eu mudei, cá estou, troquei minha armadura. Estou pronto para lutar. Talvez esteja. Talvez. Talvez hoje eu acorde de mau humor e não te dê total atenção. Talvez. Hoje eu ando pensando nas coisas simples da vida. Na praticidade dos dias. Em como ando levando a minha rotina. Ando pensando tanto na gente sabe? Esquece. Finge que eu não disse isso. Talvez Hoje. Talvez eu selecione todo este texto e apague, não acesse a cópia de segurança e abra uma nova página. Talvez eu te agregue algum tipo de valor controverso para a sociedade e você me exclua de teu mundo. Talvez nos dias atuais, este não seja mais o caminho. Talvez, o eterno não seja tão eterno assim. Talvez Hoje. Talvez eu sonhe com um futuro melhor. Talvez não. Talvez eu acorde deste sonho e peço por dia melhores. Mas somente talvez…

Jurar, nem sempre significa cumprir.

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Não sei se é culpa, medo, receio, mas sei de uma coisa: A verdade fala por si só. Levei muito tempo para aprender certas coisas. Não digo que ainda sou correto em tudo que faço ou falo, mas tento fazer o melhor a cada dia que se passa. Um dia jurei à mim mesmo, que nada nem ninguém iriam tirar o sorriso de meu semblante. A cada novo dia, uma nova chance de se encontrar. A cada novo amanhecer faço uma nova “reza”, no modo de dizer, claro. Aquela reza calma, mansa, de quem não quer nada apenas estar em paz consigo mesmo. Às vezes as palavras fogem, e me deixo levar. Pode ser por aquela canção ou por lembranças. A gente vive no meio de um redemoinho pronto para nos engolir e regojizar, assim que nos leva toda a inocência, não no sentido de ser inocente, mas pelo simples fato ou argumento de ter nos levado aquilo que a gente achava que era, mas no fundo não era. Inocência é isso, correto? Então perdi minha inocência há tempos. Anos luz, por assim dizer. É aquela hora em que a barra fica piscando no novo arquivo e você nada escreve, não por não ter o que dizer, ao contrário, por ter muito à dizer, mas não sabe por onde começar. Aquele ataque corriqueiro de “vosmice” não sabe o que acontecestes aqui, acho que levastes tua filha para bem longe, onde nenhum homem possa toca-la. É neste ponto em que chego a sorrir, aquele sorriso de canto de boca, pronto para voltar a minha irônica rotina. Larguei os velhos vícios, até aquele de se apaixonar por belos sorrisos. Perdi minha inocência. Jurei à mim mesmo, não me apaixonar por sorrisos alheios. Por bocas, bundas, peitos, rostos finos, nariz de coxinha, pés de pão, caráter perecível e sei lá, toda essa caralhada que as mulheres possuem. Além de kilos de maquiagem, roupas, sapatos, bolsas, trálálálálá… É muita coisa né? Jurei à mim mesmo, ser aquilo que eu quero ser, não o que eles querem que eu seja. Moldado pela sociedade. Ser isso, ser aquilo. Trabalhar, sustentar família. Engordar o bolso do estado. Ser um manequim, onde eles fazem o que querem. Cansei disso. Irei fazer o que eu quiser, quando eu quiser e se isso incomodar alguém, pois bem, me passe seu endereço, que eu começo a lhe enviar minhas contas. Mesmo assim, eu irei mandar você se foder, pois eu odeio todos esses trejeitos, de quem quer ser exemplo de bom samaritano, o funcionário do mês ou o pai exemplar, mãe do lar e toda essa porra que desde cedo todos vemos na TV, naquelas novelas daquela emissora que adora corromper o povo. Existem coisas mais chatas, eu sei, mas isto está no nosso cotidiano, por bem ou por mau, eu irei mandar você ir à merda, por que não existe coisa mais chata do que gente chata que pega no seu pé. Isso cansa, fazer apenas o que te mandam. Já parou para pensar, que fazer o que quiser é mais melhor? Pare e pense, depois me envie uma carta com a resposta ok? Eu jurei à mim mesmo, que iria parar de escrever sobre amor, e parei, é verdade. Essa coisa de amor vende bastante, eu sei, mas e dai? Será que tudo aquilo que vende bem, é de verdade? Que vale a pena perder um tempo de sua tão curta e cronometrada vida? Pois bem, assim que eu parar de ser preguiçoso e escrever meu livro, e quem sabe um dia lança-lo (?) eu não te dê a primeira cópia, para tu não ler (eu sei) e deixar na sua cabeceira, como porta copo. Vai saber se pode ser ao contrário. Eu te envie meu livro, tu leia página por página a finco e me manda uma carta me xingando por tanta baboseira que eu derramei em todas aquelas páginas (?) Nunca se sabe baby, o que te espera. Pode ser que sim ou não. Essa coisa de talvez dê certo é horrível. Eu ainda penso assim:
Um dia eu escreverei o livro de minha vida, e já estarei longe daqui, estarei sorrindo em alguma praia deserta, onde tenha bastante cerveja e uma paisagem excelente. Nada daquele fim trágico:
Eu, num apartamento com 100 gatos. Cagando, mijando, miando, comendo, cagando… Cigarro e fumaça por todos os lados e não podia faltar um belo trago daquela garrafa de seleta, para FODER a vida que já está boa demasiadamente, só que não.
O fim trágico, é você quem escolhe. Somos o que somos.

Apenas se deixar levar.

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Aquela velha sensação de faltar o ar, nos momentos necessários. Em horas inoportunas. E um raio de luz passa pela porta entreaberta do quarto, de onde não quero sair. Avisto vontades, desejos demais. Coisas que às vezes a gente guarda consigo e solta assim, sem querer. Às vezes quer e quer muito, pois se cansa de guarda-las. O sonho é bem mais audacioso que a própria realidade, pois bem, vou dormir que ganho mais. Sofro menos, e não decepciono ninguém, principalmente à mim mesmo, que seria a pessoa mais importante. Deve ser pela falta de calor humano ou pelo raciocínio fracionário de certos assuntos que deve ter me trazido aqui, mas não queria estar ou queria, mas não nesta situação ou melhor dizendo não neste mundo. Não nesta vida ou noutra que eu devo ter. E eu passava os dias contando, criando juras, sorrindo sem sequer sorrir, simplesmente mentindo à mim mesmo, o pior dos erros, a maior das mentiras, pois bem, ao som do blues deixo-me levar. Vou sorrindo por ai, bebendo por ai, fumando, gritando. Parei de fazer o que não me agrada, deixar de lado quem não me agrada. Desfazer-me dessas coisas tão mundanas sabe? Às vezes cansa estar neste corpo sofrido, cansado, cheio de hematomas na alma. E ai vos digo: 

– Talvez, ele só precisasse sair, se divertir, conhecer novos sorrisos. Novas pessoas ou apenas abrir-se novamente, como um novo recomeço. Como um ciclo que se encerra e um novo está por vir. Talvez ele só precisasse disso e nada mais.

Ele nunca se permitia, sempre se fechava. Sempre se calava. Até que um dia ele resolveu, ele abriu a janela gritou para o mundo ou para quem pudesse ouvir. Gritou até sua garganta não aguentar, à plenos pulmões ele se libertou. Saiu de casa, e andou, andou muito. Ele queria se libertar de tudo que te prendia ali. Ele passou muito tempo pensando. Caminhou, deixou seus joelhos doerem. Acho que finalmente o jovem percebeu o quanto havia deixado passar depois da tempestade, e acabou se esquecendo das outras oportunidades que a vida tem para lhe oferecer. Sem ser cobrado de nada. Apenas tentar novamente. Errar novamente. Aprender novamente. E o jovem saiu por ai, atrás de novas histórias. 

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